domingo, 26 de fevereiro de 2012
Sempre tempo
Sempre tempo
Se falo dele tive que tê-lo
Na verdade não sei explicar se ando tendo
Sei que ando, sei que temo
Tempo voe, mas voe devagar
Tempo é algo que vejo sem tempo
Como se existisse desde... Desde quando?
Dizem que nesse instante vi as horas
Mas já nem lembro que horas são
Sempre é longe, sempre demora
Sempre eu nem havia nascido ainda
Sempre que já morri e já vivi
Pois sempre será para sempre
Tempo que me faz sorrir
Tempo que me vê assim
Senhor do tempo que me ama
Amor que não tem fim
suezoribeiro
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Amem. Amém!
Porque não vejo
sentido em escolher
A quem olhar com
expressão suave
Preciso melhorar,
não falo isso a vocês sem antes monologar
Vivo um conflito, não
consigo com simpatia todos amar
Ainda que não seja
uma opção, e sim, um mandamento
Percebo minha
acepção, meus julgamentos
Num triângulo
odioso, que me faz vilão
Olhos, cérebro e
coração
Ao tocar do sino
Olhar menino, que
delirante desce a rua
Perpendicular, que
se alinha ao coração
No trepidar do
chão, sorriso sem idade
Vontade de gritar
para que todos ouçam
Falo mais baixo,
para que poucos possam
Pois se entende
melhor, atenção voltada
Mesmo num tom menor
que soa... Amem. Amém!
suezoribeiro ,
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
2012
2012
Surpreenda-me
Faça-me crer que
serás o melhor
Diferente,
provocante
Despertando desejo
de cumprir metas
Abstraí-me de toda
mesmice
Mude, volte, mude
Diga que sou
quadrado
Aconteça
Independente do meu
humor; sorria
Ataque minha rotina
com boas notícias
Crie, creia;
crônicas a fazer
Mova-me
Demore a passar,
pois, não tenho pressa
Sei que o mundo não acabará com avisos prévios
Ensina-me algumas
lições de vida
Necessariamente,
trezentos e sessenta e cinco dias, vivendo no amor
suezoribeiro ,
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Desde quando?
Desde quando?
A casa de madeira
Topo em frente ao alegro
Na simplicidade, sem eira, nem beira
Do amor que se fez quebrar
A velha lembrança do que foi vivido
Do que seria esquecido, mas lembrado
Achado como a velha fotografia
Dor imensurável censurada
Sutil frustração
De quem espera, não confia
Apostasia em que me perco
Eu sei
Como flores a presentear
Apenas enganam, elas murcham
Não se afaste, por favor,
Um dia irá realmente me socorrer
suezoribeiro ,
quarta-feira, 12 de outubro de 2011
Embaraço espontâneo

Embaraço espontâneo
Não sei falar, só consigo balbuciar alguns verbetes
Gaguejo ao tentar explicar uma situação qualquer
Tremo ao pensar que terei que falar em público
Resisto em dizer coisas que sinto, creio ou penso
Escrever ainda é um exercício que, espero ser praticado ao longo da vida
Rabisco o que passa na mente, como se fosse uma tela de tinta óleo abstrata
Ora só eu entendo, ora sintetizam um novo significado a obra
Outrora, não acontece nenhuma das situações, apenas contemplam
As experiências, por poucas que sejam, são compartilhadas
A razão não mora aqui, ela apenas aparece em horas oportunas
O volume da escrita é baixo, quase um cochicho
Para que muitos vejam, alguns escutem, poucos compreendam
Necessito, ainda assim, falar; não o falar por falar
Contudo, falar com arte, falar com música
Falar do Amor daquele que quer me ouvir
Mesmo quando não tenho mais nada a dizer
suezoribeiro ,
Assinar:
Postagens (Atom)



